Utilização de enzimas determina avanço do processo nutricional na produção animal

 

A utilização de enzimas na nutrição animal tem determinado o avanço do processo nutricional na produção animal. 

Segundo explica o Gerente de Produtos Endo Power Beta, Joram Saullu, da Uniquímica, é importante analisar principalmente os reais fatores que influenciam no seu uso. "Os objetivos vão desde a redução de custos, até a melhoria no desempenho zootécnico", explicou. 

Segudo explica Saullu, um dos objetivos da utilização das enzimas é corrigir perdas nutricionais que advém das diferenças nutricionais encontradas entre a Energia Bruta e a Energia Metabolizável dos ingredientes ricos em um grupo de carboidratos (Polissacarídeos Não Amídicos Solúveis – PNAs) que os monogástricos não dispõem de enzimas endógenas para digestão dos mesmos. "Por isso, é preciso entender as diferenças técnicas entre as enzimas disponíveis no mercado de nutrição animal", explica Joram Saullu, gerente de Produtos Endo Power Beta.

Carnes em alta: mercado de carnes segue firme

 

O mercado de carnes segue firme. Na quinta-feira (21), novamente, o frango vivo e o boi gordo tiveram valorização. De acordo com a Jox Assessoria Agropecuária, o quilo do frango vivo subiu mais R$ 0,05 para R$ 1,55. No mercado de boi gordo, a arroba teve alta de R$ 1,00, conforme a Scot Consultoria, para R$ 61,00 (a prazo).

Oto Xavier, da Jox, afirmou que a menor oferta de aves vivas no mercado explica a nova alta. No atacado, porém, o desaquecimento da demanda, típico desta época do mês, já tem efeito. Na quinta, a cotação do resfriado no médio atacado paulista fechou em R$ 1,95 o qulo; estava em R$ 2,03 no dia anterior, segundo a Jox.

Conforme a Scot, frigoríficos têm dificuldade de preencher escalas de abate por causa da menor oferta de gado.

Fonte: Valor Econômico.

Brasil disputa liderança com os EUA no mercado avícola

 

Previsão é que Brasil e Estados Unidos exportem volumes parecidos neste ano. A liderança brasileira no mercado mundial de frangos está ameaçada.

Depois de reinar absoluto por dois anos no mercado avícola, o Brasil começa a enxergar, novamente, a sombra de seu principal concorrente: os Estados Unidos.

Com a queda nas vendas até agosto, as projeções são de que, o final do ano, os dois países tenham comercializado volume semelhante - 2,5 milhões de toneladas. Em receita, no entanto, o Brasil segue líder, pois exporta mais produtos nobres.
Levantamento da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) mostra que de janeiro a agosto o País exportou 1,725 milhão de toneladas, queda de 8,13% em relação ao mesmo período do ano passado, que resultaram em uma receita de US$ 2,009 bilhões - redução de 7,75%.

A partir desses dados, a Abef reviu suas projeções para o ano. Pelas novas estimativas, o Brasil vai encerrar o ano com embarques de 2,5 milhões de toneladas, uma retração de 9%, perfazendo uma receita de US$ 3 bilhões - variação negativa de 14,1%. A queda é maior no faturamento porque os preços internacionais do frango estão mais baixos - 4,9% na projeção para o ano, em decorrência de uma retração no consumo mundial devido à incidência da gripe aviária.

"Não acho que vamos perder a liderança, mas os Estados Unidos podem se aproximar", diz Ricardo Gonçalves, presidente-executivo da Abef. Na previsão anterior da associação, a diferença entre os dois países era de 500 mil toneladas. Agora, a Abef prevê 2.589 mil toneladas para o Brasil, enquanto a Jox Assessoria Agropecuária projeta que os Estados Unidos devem confirmar o embarque de 2.538 mil toneladas, conforme a Abef havia previsto anteriormente. "Os dois países devem encerrar o ano com volumes mais equilibrados, mas o Brasil ganha em receita, pois vende produtos de maior valor agregado", diz Oto Xavier, consultor da Jox Assessoria Agropecuária. Segundo ele, os Estados Unidos não devem sofrer retrações tão acentuadas como a do Brasil em quantidade porque já vinham sobre o efeito da gripe aviária - que se intensificou este ano no mercado internacional, atingindo as vendas brasileiras, apesar de, por enquanto o País não correr riscos de contaminação.

Gonçalves explica que, mesmo os números de exportação sendo positivos em agosto, não há sinalização de melhoria no mercado. "As vendas no mês passado foram influenciadas pelo Oriente Médio", diz Gonçalves, referindo-se ao Ramadan. Em agosto, as exportações somaram 299.151 toneladas - alta de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado -, totalizando uma receita de US$ 339,3 milhões - variação de 0,42%. Do que foi embarcado, 109 mil toneladas foram destinadas ao Oriente Médio (36% do volume comercializado em agosto, um salto de 142% em relação a julho).

Cotas


Na próxima semana, o Brasil volta à mesa de negociação com a União Européia quanto às cotas para o frango congelado, industrializado e peru. "Estamos quase em um acordo", diz Gonçalves. O mercado trabalhava com uma cota para 320 mil toneladas - o presidente-executivo da Abef não confirmou, mas admite que, atualmente, os números da União Européia e do Brasil já estão convergindo.

O País ganhou um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas mais altas impostas ao frango congelado e salgado. No entanto, o bloco econômico recorreu ao artigo 28 do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT), que permite a imposição de cotas quanto há uma eventual distorção comercial. "É uma imposição arbitrária, mas eles têm direito. Lutamos para amenizar os prejuízos brasileiros", afirma Gonçalves. Segundo fontes do Itamaraty, a posição do governo brasileiro é negociar enquanto houver possibilidade. No entanto, não está descartada a hipótese de o País recorrer à OMC.

Fonte: Gazeta Mercantil.

Gripe nos EUA não é letal

 

Testes iniciais confirmaram que o tipo de gripe de aves detectado no pato selvagem de cauda longa, no nordeste, em Montana (EUA), não é a forma letal que se espalha pela Ásia, Europa e África, anunciou o Departamento de Agricultura dos EUA (Usda). Os testes feitos em amostras fecais das aves indicaram baixas características patogênicas de gripe de aves, não representando ameaça para a saúde humana, disse o Usda ontem, por e-mail. As amostras foram colhidas em 15 de setembro em Cascade County, Montana, por funcionários estatais, como parte de um programa de vigilância em cooperação com o governo federal , informou o Usda. Mais testes estão sendo realizados no Laboratório Nacional de Serviços Veterinários em Ames, Iowa, para determinar o tipo do vírus, acrescentou o departamento.

Fonte: Gazeta Mercantil.

Suínos: mercado reage em MT

Com a reabertura das exportações do Mato Grosso para a Rússia, desde o mês passado, os preços do suíno vêm reagindo no estado, aliviando a pressão de oferta nos demais estados. Entre 13 e 20 de agosto, os preços na região de Rondonópolis (MT) subiram 1,8%, com o quilo do suíno vivo cotado a R$ 1,86 nessa quarta-feira, dia 20. Na Grande Campinas (SP), a alta foi de 4,9%, para R$ 1,84/kg na quarta.

Fonte: Cepea / Esalq.
 

Mercado do Boi Gordo: mais uma semana de alta nas cotações

 

O mercado do boi teve mais uma semana de alta. O indicador Esalq/BM&F para boi gordo foi cotado em R$ 59,72, alta de 1,8% na semana, acumulando valorização de 21,68% desde 10/07, data do início da valorização do boi gordo. O indicador bezerro/MS da Esalq/BM&F está cotado em R$ 367,30, estável na semana e com valorização de 1,5% desde 10/07. A relação de troca está em 2,68, significativa alta em relação ao dia 10 de julho, quando valia 2,24.

Em dólares, o boi gordo acumula alta de 1,85% na semana e 22,85% desde 10/07, valendo US$ 27,54/@, valor mais alto desde 2002, já tendo ultrapassado os valores máximos de 2005, ocorridos em outubro e novembro.

No mercado futuro, a semana também foi de valorização, com os contratos de setembro e outubro desse ano se valorizando mais de R$1,00/@. Para valores a vista, todos os vencimentos de 2006 estão cotados acima de R$60,00/@. Desde 10/07, os contratos de setembro e outubro se valorizaram mais de 8% e no acumulado do ano mais de 5%. As altas, que foram sustentadas pelos fundamentos no físico, foram interrompidas momentaneamente no último pregão do boi gordo.

Segundo Rodrigo Brolo, do Banco Intercap S.A., há pressão de venda no mercado futuro, provocada parte por frigoríficos travando posições na operação de venda a termo, parte por especulação na bolsa.


No mercado físico, nas 24 praças levantadas pelo IFNP, houve valorização em 21 praças, com destaque para São Paulo, cotado a R$61,00/@. Já há negócios no norte de GO, região habilitada a exportação para UE a R$60,00/@. Ao se comparar os preços de 20/09 e 10/07, verifica-se uma grande elevação dos preços em quase todas as praças. As valorizações destaques são Redenção/PA com 31,58% no período, Cacoal/RO com 29,7%, Campo Grande/MS com 28,89% e Marabá/PA com 26,32%.
No mercado da carne bovina (atacado) a semana também foi de valorização, maior que da arroba. O equivalente físico, levantado pela Intercarnes, está cotado em R$ 55,88/@, alta de 2,65% na semana. Desde 10/07 o equivalente físico se valorizou 32%.

O spread (diferença de preço) entre o indicador Esalq/BM&F e o equivalente físico é de R$3,85/@, em 10/07 essa diferença era de R$6,78/@. No período 2002-06, média do spread é de R$6,83/@, ou seja, em relação à média do período, o boi gordo está barato em relação a carne no atacado.
No mercado interno, dados do Dieese indicam que a diferença de preço entre a carne no atacado e carne no varejo já se aproxima dos valores de janeiro de 2004, mas ainda não estão abaixo desse patamar. No mercado externo, a relação de troca entre carne exportada e arroba do boi está próxima dos piores valores já obtidos pelos frigoríficos desde 2002.

O valores da arroba do boi gordo já chegou a valores antes não imaginados para esse ano. A pequena oferta de bovinos para abate continua pressionando positivamente os preços. As escalas estão curtas em muitas praças. A média se reduziu em 0,3 dia na semana. Em GO e RO se reduziram em 1 dia e MT em 0,5 dia.

Fonte: Beefpoint.

União Européia envia missão para investigar aftosa em São Paulo

 

A União Européia (UE) vai fazer mais uma inspeção no rebanho bovino do País por causa dos rumores sobre a ocorrência de febre aftosa no Estado de São Paulo. O porta-voz da Comissão Européia para temas de segurança do consumidor, Phillip Tod, revelou que uma missão de veterinários iniciará uma visita a São Paulo na segunda-feira.

Europeus e brasileiros estão travando uma verdadeira batalha diplomática em torno da saúde animal. Os países da UE prejudicados pelas exportações brasileiras querem aproveitar o que consideram condições insuficientes no setor fitossanitário nacional para pedir a imposição de barreiras.

A comissão tem pedido ao Brasil para explicar que medidas está tomando para evitar a proliferação da aftosa e de outras doenças. Os europeus mantêm barreiras à carne produzida em São Paulo, no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Em uma nota do dia 8 de setembro, o Ministério da Agricultura garantiu que "não procede a informação de ocorrência de febre aftosa em propriedades rurais no Estado de São Paulo" e que apenas monitoramentos sorológicos estavam sendo conduzidos.

Amanhã, em Bruxelas, a situação no Brasil ainda será alvo de um debate entre os veterinários. A discussão incluirá uma avaliação do programa de resíduos do governo e a situação fitossanitária das exportações de peixes. Não estão descartadas novas medidas de controle dos produtos brasileiros ou até um novo embargo.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Exportações de frango do Brasil crescem pela 1ª vez desde março

 

As exportações brasileiras de carne de frango em agosto totalizaram 299,1 mil toneladas, um aumento de 12,7% em relação a agosto de 2005 e de 61% ante julho, informou a Abef, entidade que reúne os exportadores.

Foi o primeiro crescimento verificado nos embarques desde março, na comparação com o mês anterior, e o primeiro aumento sobre igual período do ano passado desde janeiro. A Abef, no entanto, preferiu a prudência ao comentar o resultado.

"Os números relativos aos volumes embarcados em agosto devem ser recebidos com cautela", disse o presidente-executivo da entidade, Ricardo Gonçalves, em um comunicado.

"Para que se configure uma retomada efetiva das exportações, após a retração iniciada a partir de fevereiro, será necessário que o crescimento se sustente também em setembro", afirmou.

O setor foi bastante castigado pela queda no consumo mundial de carne de frango, após casos de gripe aviária em vários países.

A receita cambial em agosto somou US$ 339,3 milhões, elevação de 0,42% em comparação à receita
registrada no mesmo mês de 2005, indicando que a recuperação dos preços está sendo mais lenta que a dos volumes.

No acumulado de janeiro a agosto, foram exportadas 1,72 milhão de toneladas de carne de frango, 8,13% menos que o registrado em igual período do ano passado.

A receita de janeiro a agosto atingiu US$ 2,009 bilhões, queda de 7,75%.

O Brasil tem elevado as vendas para destinos menos tradicionais, como África (crescimento de 27% no ano), e perdido receita em mercados como Europa e Oriente Médio (quedas nas vendas em 2006 de 18,5% e de 19,4%, respectivamente).

No comunicado, a entidade reclamou da demora do governo em repassar os recursos previstos no plano de prevenção à gripe aviária.

"Merece registro o fato de que o setor avícola, após realizar enormes esforços para se ajustar ao cenário internacional de queda no consumo, ainda continua à espera da liberação dos recursos do governo federal para o plano de prevenção", disse Gonçalves.

Segundo a Abef, a instrução normativa do plano, prevista para meados de dezembro, foi publicada apenas no início de abril e, passados quase seis meses, não houve qualquer liberação do montante de R$ 283 milhões estimados para adequação das áreas produtoras.

Fonte: Reuters.

Inflação medida pelo IPCA-15 cai para 0,05% em setembro, mostra IBGE

 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) relativo a setembro subiu 0,05%. Um mês antes, o indicador havia apurado inflação de 0,19%, como informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços para cálculo foram coletados de 15 de agosto a 12 de setembro e comparados com os vigentes de 14 de julho a 14 de agosto.

A divulgação do índice estava marcada para as 9h30 de amanhã, mas um erro técnico do IBGE acabou levando o instituto a revelar a variação referente ao mês de setembro antes do previsto.

O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

O indicador é uma prévia para o resultado do IPCA, índice escolhido pelo governo para balizar o regime de metas de inflação.

Preços do petróleo passam por ajustes e fecha em alta

 

Após baixas significativas nesta semana, a cotação do petróleo no mercado internacional passou por um ajuste nesta jornada e os contratos futuros fecharam em alta. Além da correção técnica de preços, o mercado ainda pondera a insistência do Irã em manter ativo seu programa nuclear e eventuais desdobramentos desfavoráveis para o segmento, apesar de os Estados Unidos sinalizarem que confiam em uma solução diplomática para a questão..

O contrato de WTI negociado para o mês de novembro fechou a US$ 61,59, com aumento de US$ 0,85. Para dezembro, o barril subiu US$ 0,81, para US$ 62,53. Em Londres, o barril de brent negociado para novembro avançou US$ 0,87 e fechou a US$ 61,34. Para dezembro, o contrato terminou valendo US$ 62,38, com aumento de US$ 0,78.

Apesar do ajuste verificado hoje, os agentes ponderam que a tendência de preços da commodity é de baixa. A recente desvalorização do produto está calcada no alto patamar das reservas de cru dos Estados Unidos, que, apesar de apontarem queda, estão acima do nível registrado um ano antes.

Além disso os estoques de destilados e de gasolina têm registrado aumentos consecutivos. Paralelamente a isso, a perspectiva de crescimento moderado da economia global já levaram a várias revisões de baixa para a demanda mundial do produto neste e no próximo ano.

Na contramão desses fatores, no entanto, persiste a cautela dos investidores em relação a questões geopolíticas, sobretudo no comportamento do Irã, um grande produtor de petróleo, que insiste em dar continuidade ao enriquecimento de urânio, contrariando a comunidade internacional.

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush reforçou suas críticas ao regime iraniano, mas declarou que confia na possibilidade de uma solução diplomática para a disputa. Hoje o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad insistiu que seu programa nuclear visa a fins pacíficos, como a geração de energia, mas não é o que a comunidade internacional pensa.